domingo, agosto 05, 2007

Manchester, Here I Go!

Sim, esta é a cidade para que vou em Setembro (não sem antes passar por Londres e matar saudades da minha mamã)!



(Map of Manchester)


Esta é uma oportunidade que não podia deixar passar. Consegui finalmente resolver-me quanto à possibilidade de fazer Erasmus e decidi que seria este ano (2007).
No 1º ano do curso passou-me pela cabeça ir para fora, mas fui ficando por cá e apercebi-me que era cedo, demasiado cedo para me aventurar em terras estrangeiras sozinho. Além disso, ainda estava em Braga há pouco tempo e duas mudanças radicais ao mesmo tempo é demais para um rapazito de 19 anos.
Agora, chegou a altura.
Das opcões disponiveis para fazer Erasmus a mais relevante para a minha formação académica e pessoal pareceu ser no Reino Unido (estavam disponiveis 2 cidades: Manchester e Nothingham).
Escolhi Manchester. O motivo? É mais ou menos simples: a minha mãe vive em Londres e a possibilidade de a poder ver todos (ou muitos) os fds pareceu-me muito boa. Manchester tem ligação rápida com Londres.
Eu já cpnheço bem o pais. Vou lá todos os anos e como tal a adaptação não vai ser dificil. Ainda assim, espero vir com o meu inglês aperfeiçoado (língua que já domino com fluência ainda assim)...

Bem, mas a maior e verdadeira razão é esta:
ESTOU FARTO DESTE PAIS!!!!

ADEUS SÓCRATES, CAVACO,BENFICA (que andas a jogar tão mal)!

Descanso cerebral e alargar horizontes é a minha meta agora.

~Mas não vou sozinho: o meu amigo e homónimo Ricardo vai comigo e espero passar bons tempos com ele. Também o quero conhecer melhor, porque ainda não o conheço suficientemente bem, embora muitas coisas nos unam (como a literatura, a música, os filmes...)

Espero também ir ver um joguito do Man Udt, hehe. Talvez passe por amigo do Ronaldo e do Nani.



tristeza só uma me acompanha: a de deixar o meu amor aqui sozinha.

Ah, Helena, como gostava que viesses comigo... ~Se pudesse, levava-te comigo num bolsinho, bem guardada, para não apanhares chuva...

;)
Mas volto em Janeiro!

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terça-feira, agosto 22, 2006

a confusão de não saber que escrever depois (memórias do Algarve)

E depois? Depois do extase do mês, do fogo-de-artificio inventado para nos arrancar da monotonia dos nossos dias mundanos (em que nos sentamos em frente ao computador e esgotamos a nossa procura em cinco minutos, em que estamos no nosso trabalho, sentados à secretária, a ver o relógio parado parado parado), depois de termos sidos iluminados pela estrela dentro de nós - explosão cósmica que ilumina tudo - que fazer?
Lembro-me do tempo em que por esta altura estava a esturricar na praia dos Caneiros, no Algarve, perto de Portimão.Nesse tempo, gostava de não pensar em nada - gostava de me rir das parvoeiras que eu e os meus amigos faziamos. Iamos a pé para a praia e arranjavamos sempre algo para nos rirmos. Uma vez o Àlvaro armou-se em carapau de corrida e tentou fazer a descida para a praia (uma longa descida em estrada de alcatrão) de skate, toalha debaixo do braço, em tronco nú, calções e sandálias. Foi uma risota vê-lo a descer aquilo assim, toalha debaixo do braço e zás! Imaginam agora o que aconteceu depois? chão com ele. uma queda aparatosa que lhe esfolou os joelhos e os cotovelos. O mais divertido é que antes, durante e depois da queda não largou a toalha! Como se não bastasse, assim que chegámos à praia, enfiou-se dentro da água salgada! O que aquilo não deve ter ardido!

Lembro-me também dos mergulhos das rochas, em que nos atiravamos de cú, ao léu, calções só a tapar as partes mais sensiveis, e gritavamos "Clister" antes de aterrarmos numa autentica bomba, de cú no mar. Os gritos tinham também as variações "Galatasaray" ou "Fenerbache".
Á noite, passavamos horas a fio sentados no pub, a falar de música, de histórias, de coisas...
Um ano, o Breogan (espanhol doidivanas, onde estarás agora?) trouxe a guitarra e então era cantar e inventar canções brejeiras, imitar hinos do rock ou sinplesmente atingir a guitarra como cigano tresloucado.

Agora, tudo isso ficou soterrado pelos sedimentos da terra do tempo. Tudo isso partiu e talvez não volte nunca. Há mais de dois anos que não ponho os pés no Algarve.

Agosto para mim agora só tem um significado agora - trabalhar para ganhar umas coroas. Nada mais.
As praias deram lugar a um centro comercial onde a luz a sempre artificial, onde as pessoas andam vestidas e não de chinelos e calções e eu de camisa metida dentro das claças, de mocassins (o que eu destesto andar pipi!) e pose mais formal.

Não se admirem por eu não saber o que escrever aqui e estar para aqui a contar algumas memórias que me vão surgindo ao acaso, na confusão de não saber o que escrever depois de cada palavra, depois de cada momento em que olho para o monitor e que a hora ainda não passou.
Depois?
A verdade é que não sei que fazer depois.

(P.S: Setembro irá trazer-me de volta o ar do meu mundo)

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