quinta-feira, agosto 16, 2007

Desassossego

Hoje estou naqueles dias em que tenho sono embora tenha dormido, naqueles dias em que toda a música que tenho no mp3 não me satisfaz e onde para quer que onde olhe, só vejo esse cão negro que me assombra os dias. Tédio, solidão, tudo se torna hoje num inferno.
Até a poesia, essa queria arma contra os dias, me está a falhar hoje.
Quero dormir.

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sábado, agosto 11, 2007

Saudades da Helena #2

We were apart; yet, day by day,
I bade my heart more constant be.
I bade it keep the world away,
And grow a home for only thee;
Nor fear'd but thy love likewise grew,
Like mine, each day, more tried, more true.
(...)
Matthew Arnold
"Isolation: To Marguerite"

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Rufus Wainwright - Going to a town

I am so tired of you America...




Eu diria: I'm so tired of you Portugal

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quarta-feira, agosto 08, 2007

Escrever

sim, é-me doloroso. vejo o tempo passar nos sonhos largados, amontoados a um canto. nunca nada acabei.começo fresco, cheio da vitalidade criadora. depois vêm as formigas e comem-me as pontas dos dedos. e dói-me saber-me pequeno, e de barriga tão grande e cheia. espero. observo os outros e concretizo o sonho - apenas na cabeça. por momentos. depois são estes destroços que me sobram, vidas que fiz um dia o favor de criar e que abandonei. merda. PORQUE RAIO NÃO CONSIGO ESCREVER?

e as tuas palavras são grandes, apesar dos sonhos enganadores
ricardo
e as tuas palavras são grandes



(Karen Watts - "My Despair")

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Saudades da Helena



Damien Rice - The Blower's Daughter

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domingo, agosto 05, 2007

Manchester, Here I Go!

Sim, esta é a cidade para que vou em Setembro (não sem antes passar por Londres e matar saudades da minha mamã)!



(Map of Manchester)


Esta é uma oportunidade que não podia deixar passar. Consegui finalmente resolver-me quanto à possibilidade de fazer Erasmus e decidi que seria este ano (2007).
No 1º ano do curso passou-me pela cabeça ir para fora, mas fui ficando por cá e apercebi-me que era cedo, demasiado cedo para me aventurar em terras estrangeiras sozinho. Além disso, ainda estava em Braga há pouco tempo e duas mudanças radicais ao mesmo tempo é demais para um rapazito de 19 anos.
Agora, chegou a altura.
Das opcões disponiveis para fazer Erasmus a mais relevante para a minha formação académica e pessoal pareceu ser no Reino Unido (estavam disponiveis 2 cidades: Manchester e Nothingham).
Escolhi Manchester. O motivo? É mais ou menos simples: a minha mãe vive em Londres e a possibilidade de a poder ver todos (ou muitos) os fds pareceu-me muito boa. Manchester tem ligação rápida com Londres.
Eu já cpnheço bem o pais. Vou lá todos os anos e como tal a adaptação não vai ser dificil. Ainda assim, espero vir com o meu inglês aperfeiçoado (língua que já domino com fluência ainda assim)...

Bem, mas a maior e verdadeira razão é esta:
ESTOU FARTO DESTE PAIS!!!!

ADEUS SÓCRATES, CAVACO,BENFICA (que andas a jogar tão mal)!

Descanso cerebral e alargar horizontes é a minha meta agora.

~Mas não vou sozinho: o meu amigo e homónimo Ricardo vai comigo e espero passar bons tempos com ele. Também o quero conhecer melhor, porque ainda não o conheço suficientemente bem, embora muitas coisas nos unam (como a literatura, a música, os filmes...)

Espero também ir ver um joguito do Man Udt, hehe. Talvez passe por amigo do Ronaldo e do Nani.



tristeza só uma me acompanha: a de deixar o meu amor aqui sozinha.

Ah, Helena, como gostava que viesses comigo... ~Se pudesse, levava-te comigo num bolsinho, bem guardada, para não apanhares chuva...

;)
Mas volto em Janeiro!

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sábado, agosto 04, 2007

The stars are not wanted now

Promessas são promessas, mas às vezes temos de as quebrar. No último post prometi que iria escrever com mais frequência neste blog, mas acontecimentos posteriores ao post dificultaram a minha saúde emocional e logo a minha disposição para o blogue:

No dia 3 de Novembro de 2006, recebi uma notícia chocante - a tragédia acontecera.
O irmão da minha namorada, 19 anos, faleceu.
Acidente de automóvel.
Chamava-se Diogo.
Pobre Helena, nem imagino o que poderá ter sofrido por perder o irmão.
Apesar de ter estado ao lado dela, apoiando-a desde então, é inimaginável ter uma noção da dor por ela sentida.

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quinta-feira, novembro 02, 2006

anjosnomeuquarto

Braga outra vez!!!!
depois de algum tempo (talvez demais) sem escrever neste meu local da net, venho dizer que ainda estou vivo e que pretendo postar aqui coisas interessantes, como as fotos daquilo a que se chama "praxe" (sim, este é omeu ano para praxar). a praxe é uma estupidez e uma futilidade, mas quantas coisas na nossa vida não o são?
lamento a falta de continuidade, mas infelizmente aqui ainda não tenho net, e estar a ocupar os pcs da univ para escrever em blogs é um atentado áqueles que verdadeiramente querem trabalhar. mas enfim, lá consegui arranjar algum temp0 para escrever umas coisinhas.
espero não ser gozado quando aqui puser as minhas fotos trajado.é que o nossio traje é, digamos, castiço. mas depois veêm...
entre trabalhos, aulas, saidas à noite, estar com a namorada(menos que aquilo que queria), prometo outro post para breve...
as minhas desculpas a todos os que me vão lendo.
I'm still alive.
So far.

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terça-feira, agosto 29, 2006

6 Coisas sobre mim

Detesto isto, mas msm assim, e porque a Madeline me pediu, cá vamos...

I) Tenho um feitio impossivel: sou chato, paranóico, bipolar e falo que deus me livre;

II) Gosto de nas viagens de comboio ou de carro encostar a cabeça ao vidro e deixar os meus olhos perderem-se nas paisagens;

III) Adoro deitar-me na cama, ás escuras, com os headphones nos ouvidos, a ouvir música até não aguentar mais e acabr por adormecer (tenho insónias terriveis e por isso passo horas e horas assim);

IV) Tenho a mania que sei tudo, que tenho uma opinião sobre tudo, frequentes vezes falo quando devo estar calado, digo coisas sem pensar e depois ainda acho que tenho razão e como sou teinmoso como uma mula demoro uma eternidade a dar o braço a torcer, o que leva as pessoas (com alguma razão) a conflituar comigo;

V) Posso passar horas a olhar para os olhos da Helena sem me cansar, sem pestanejar, completamente hipnotizado e derretido;

VI) Tenho prazer em cozinhar (e até tenho algum jeito), enquanto bebo um copo de vinho tinto maduro, e depois vou sentar-me de prato ao colo a ver um filme e invariavelmente acabo de lágrimas nos olhos qual gaja sensivel e chorona.

Pronto... Já está. 6 coisitas sobre mim. Podia fazer uma lista imensa, e de facto o melhor é parar por aqui msm senão ainda me ponho a por mais coisas...

P.S: Passo isto à Suspect.

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terça-feira, agosto 22, 2006

a confusão de não saber que escrever depois (memórias do Algarve)

E depois? Depois do extase do mês, do fogo-de-artificio inventado para nos arrancar da monotonia dos nossos dias mundanos (em que nos sentamos em frente ao computador e esgotamos a nossa procura em cinco minutos, em que estamos no nosso trabalho, sentados à secretária, a ver o relógio parado parado parado), depois de termos sidos iluminados pela estrela dentro de nós - explosão cósmica que ilumina tudo - que fazer?
Lembro-me do tempo em que por esta altura estava a esturricar na praia dos Caneiros, no Algarve, perto de Portimão.Nesse tempo, gostava de não pensar em nada - gostava de me rir das parvoeiras que eu e os meus amigos faziamos. Iamos a pé para a praia e arranjavamos sempre algo para nos rirmos. Uma vez o Àlvaro armou-se em carapau de corrida e tentou fazer a descida para a praia (uma longa descida em estrada de alcatrão) de skate, toalha debaixo do braço, em tronco nú, calções e sandálias. Foi uma risota vê-lo a descer aquilo assim, toalha debaixo do braço e zás! Imaginam agora o que aconteceu depois? chão com ele. uma queda aparatosa que lhe esfolou os joelhos e os cotovelos. O mais divertido é que antes, durante e depois da queda não largou a toalha! Como se não bastasse, assim que chegámos à praia, enfiou-se dentro da água salgada! O que aquilo não deve ter ardido!

Lembro-me também dos mergulhos das rochas, em que nos atiravamos de cú, ao léu, calções só a tapar as partes mais sensiveis, e gritavamos "Clister" antes de aterrarmos numa autentica bomba, de cú no mar. Os gritos tinham também as variações "Galatasaray" ou "Fenerbache".
Á noite, passavamos horas a fio sentados no pub, a falar de música, de histórias, de coisas...
Um ano, o Breogan (espanhol doidivanas, onde estarás agora?) trouxe a guitarra e então era cantar e inventar canções brejeiras, imitar hinos do rock ou sinplesmente atingir a guitarra como cigano tresloucado.

Agora, tudo isso ficou soterrado pelos sedimentos da terra do tempo. Tudo isso partiu e talvez não volte nunca. Há mais de dois anos que não ponho os pés no Algarve.

Agosto para mim agora só tem um significado agora - trabalhar para ganhar umas coroas. Nada mais.
As praias deram lugar a um centro comercial onde a luz a sempre artificial, onde as pessoas andam vestidas e não de chinelos e calções e eu de camisa metida dentro das claças, de mocassins (o que eu destesto andar pipi!) e pose mais formal.

Não se admirem por eu não saber o que escrever aqui e estar para aqui a contar algumas memórias que me vão surgindo ao acaso, na confusão de não saber o que escrever depois de cada palavra, depois de cada momento em que olho para o monitor e que a hora ainda não passou.
Depois?
A verdade é que não sei que fazer depois.

(P.S: Setembro irá trazer-me de volta o ar do meu mundo)

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